#mulheresquefotografam // Ana Alice

Meu nome é Ana, tenho 25 anos e moro em Porto Alegre. Atualmente faço mestrado em poéticas visuais na UFRGS, e participo do Grupo Experimental de Dança de Porto Alegre.

Nítida: Como tu começaste a fotografar e por que tu começaste a fotografar?

Ana: Comecei a fotografar muito cedo, mais ou menos aos 10 anos, com câmera digital. Já se manifestava como forma de expressão, ainda que fosse um gesto inconsciente na época. Quando adquiri uma câmera analógica comecei a dar mais importância para o que seria capturado, fazendo escolhas estéticas e trabalhando cada vez mais com a pré e pós-produção dessas imagens. Fotografo para produzir realidades, contar autoficções que passam a constituir uma estrutura de imagens que regem o corpo.

N: E como és o teu trabalho com fotografia?

A: Utilizo a fotografia para criar outros mundos, registrar memórias afetivas e também meu próprio processo artístico. A fotoperformance me interessa muito, principalmente pelo fato de que a nossa percepção visual pode alcançar 1/3 da dimensão real do corpo, e a conclusão sobre o formato integral do corpo vem dessas imagens de auto captura. Meu trabalho se caracteriza por sua transdisciplinaridade e a fotografia é um dos modos de fazer ver que faço uso.

 

N: Tu percebes alguma discriminação de gênero ou machismo  no meio fotográfico?

A: Sim, ainda vemos os homens circularem com maior facilidade no meio da arte. Porém, vejo que no meio que estou inserida o número de mulheres artistas e fotógrafas profissionais vem aumentando, e situações que antes eram normalizadas estão sendo colocadas em pauta. É muito bom ver iniciativas como a de vocês, que dão visibilidade ao trabalho de artistas mulheres.

N: E o que tu entendes por feminismo e se tu te consideras feminista?

A: Entendo por feminismo a luta das mulheres pelo seu espaço, autonomia e liberdade. As mulheres foram vistas como bem estatal e propriedade dos homens por muito tempo, por isso precisamos reivindicar certas coisas que são mínimas, como o direito ao aborto. Sim, me considero feminista.

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Contato: @anaalic333


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