#mulheresquefotografam // Marina Chiapinotto

Meu nome é Marina Chiapinotto, eu tenho 34 anos, eu moro em Porto Alegre fazem 11 anos, mas eu sou de Santa Maria e me graduei em Jornalismo lá.

Nítida: Como tu começaste a fotografar? Como surgiste teu interesse pela fotografia?

Marina: Começou através da minha irmã mais velha. Ela é designer e ela já fotografava durante a faculdade. Na verdade, eu descobri o jornalismo pensando em ser redatora, mas logo no início da faculdade eu tive um grande encantamento pela fotografia e aí eu fui me direcionando para o fotojornalismo.

N: Tu trabalhas com fotografia de forma autoral também?

M: Sim, pelo viés documental.

N: E tu atualmente coordenas uma graduação em fotografia né? Como tu percebes a participação das mulheres no curso?

M: Sim. Nós temos predominante alunas mulheres no dentro da graduação, há turmas somente de mulheres e eu acho isso bem positivo.

N: E tu percebes machismo e discriminação de gênero na fotografia?

M: Sim, muito. Com certeza! Principalmente na minha origem, que hoje já não é mais meu fazer fotográfico, que é o fotojornalismo. As mulheres fotojornalistas elas são a minoria, sempre foram e continuam sendo. E o fotojornalismo é um ambiente muito machista, até mesmo no momento de ser recrutada na redação. Pra atender determinadas pautas existe uma discriminação. Por exemplo, pautas policiais e esportivas ficam com os homens, dificilmente com as mulheres. 

N: E quais as pautas que ficam mais com as mulheres?

M: Eu acho eu a gente faz um pouco de tudo, porque é difícil especificar. Pautas de editoria geral, notícias em geral, economia, cultura…a gente acaba fazendo um pouco de tudo, mas eu percebo que tem determinadas pautas, como as que eu falei acima, que se o editor puder, tu vê bem, eu tô falando de editor, pois são raras as editoras mulheres na área da fotografia, que se os editores puderem eles sempre deixam nas mãos dos homens. 

N: E o que tu entendes por feminismo? Tu te consideras feminista?

M: Sim, muito mais numa postura do que eu na verbalização, eu acho muito mais importante, embora que a gente esteja num momento que tem muito conflito pra definir o que é o feminismo, como a gente deve se posicionar socialmente, eu acho que é muito mais essa postura refletida nas nossas atitudes do que numa mera verbalização ou pulverização do que seria esse feminismo nas redes sociais.

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Contato: @marina_chiapinotto


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