#mulheresquefotografam // Isadora Heimig

Apresentação:

Meu nome é Isadora Heimig, eu tenho 23 anos e moro em Porto Alegre.

N: Como surgiste teu interesse pela fotografia?

Isadora: Meu interesse ele veio desde pequena na real. Desde criança eu dizia que grande crescesse queria ser fotógrafa, mas não tinha nenhum contato com fotografia. Daí eu passei pra entrar na UFRGS, em Comunicação. Quando eu passei o segundo semestre eu fiquei um semestre ociosa e minha mãe disse pra eu estudar alguma coisa e daí eu resolvi ir pra fotografia. Então comecei a fazer uns cursos de fotografia e fui me descobrindo. No começo eu tinha uma visão mais comercial, que logo se transformou na artística, que é onde eu me encontrei mais.

N: Tu tens uma escola de fotografia né?

I: Sim, o Ateliê Libelle. Somos 3 professores e surgiu nesse engatinhar da fotografia artística.

N: E tu percebes machismo e  discriminação de gênero na fotografia?

I: Muito! E o fato de eu ter ido pro Libelle foi porque anteriormente eu passei por umas situações bem sérias e machistas em outro trabalho. Tanto que depois disso eu tive o impulso de criar a iniciativa fotografe como uma guria. Enfim, eu já tinha notado outros tantos casos, dentro da fotografia comercial, de daqui a pouco não fotografar o tio de alguém nos eventos pois ele tá sendo inconveniente, de se afastar, desde parceria de trabalho também. Essas questões que são diárias na verdade né.

E antes eu até não prestava tanta atenção, sofria, notava, mas lidava com isso, pois infelizmente o mundo é machista e na fotografia não seria diferente. Mas após esse caso que mencionei antes, no meu antigo trabalho, foi que eu percebi que não dá pra aceitar isso e me instigou a buscar meios legais, pois o que eu mais pensava era que se a gente deixa passar, isso pode acontecer com outra menina. Quero que eles pensem diferente na próxima vez.

E em editais muito pelo resultado. Quando a gente analisa e vê os trabalhos a maioria dos selecionados é homem, mas eu acho que também parte de um movimento de autoestima das gurias de começar a se inscrever mais, mostrar mais seus trabalhos, acho que é bem gradual, mas que tá tendo esse movimento a partir dessas iniciativas.

N: O que tu entendes por feminismo? Tu te consideras feminista?

I: Com certeza, por essas percepções do cotidiano. De entender que não dá pra deixar passar. Tanto cara meia boca com uma grande espaço e gurias tão maravilhosas com  baita trabalhos tendo que penar tanto pra conseguir espaço. Não só na foto, mas um movimento de todas as áreas né. Como eu trabalho dando aula também, o que eu mais percebo é que as mulheres investem muito mais em conhecimento, tempo e dinheiro. Ver que o público é feminino e na hora de ir pra frente os homens que aparecem.

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Contato: @isadoraheimig

www.isadoraheimig.com.br

www.atelielibelle.46graus.com


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