Dia da Visibilidade Lésbica

Hoje, no dia da Visibilidade Lésbica, compartilhamos por aqui as “mini-biografias” das fotógrafas lésbicas que compartilhamos no Facebook durante a última semana, a #semanadavisibilidadelésbica.

Alice Austen

Alice nasceu em 1866 e viveu em uma cidade no interior dos EUA. Nesse local e época, em um contexto social totalmente tradicional e conservador, ela desafiou e subverteu diversas regras. A fotógrafa registrou cenas da sua vida e do seu círculo de amigas, as quais, muitas vezes, aparecem claramente como casais. A potência da relação e união entre essas mulheres é um traço marcante na obra da artista. Ela própria, Alice Austen, manteve um relacionamento amoroso e viveu mais de 50 anos com Gertrude Tate.

Vale lembrar que tem a biografia completa da fotógrafa aqui no blog (clique aqui para ver).

 

 

Zanele Muholi

Zanele Muholi é uma ativista visual que tem como foco de seu trabalho trazer à luz as mulheres lésbicas da África do Sul, seu país natal. Em 2002, ainda no começo da sua carreira como fotógrafa, co-fundou a organização Forum for the Empowerment of Women (FEW), dedicada à promoção de um espaço seguro para que mulheres lésbicas negras pudessem se reunir.

“Eu trabalhei duro para criar imagens positivas e socialmente significativas de lésbicas negras. E assim temos feito um movimento significativo em direção à nossa visibilidade. Tem sido minha principal missão garantir que aqueles que vêm depois de nós terão outros olhos para enxergar”, relata Zanele.

A biografia completa da fotógrafa também está no nosso blog (clique aqui para ver).

 

Tee Corinne

Tee Corinne é uma das principais referências para falar sobre mulheres lésbicas nas artes visuais. Ela participou ativamente no movimento feminista dos anos 1970 e buscava publicar seus desenhos e fotografias em jornais – tanto feministas quanto nos direcionados para mulheres lésbicas. A artista também foi co-fundadora e co-editora da publicação “The Blatant Image: A Magazine of Feminist Photography” (1981-83).

Muitas de suas imagens são explicitamente sexuais, mas, com algumas técnicas (como solarização e múltiplas exposições), ela preserva a identidade das retratadas. Além da preocupação com a visibilidade lésbica, a artista procurava incluir mulheres fora de um padrão dito tradicional: retratou frequentemente mulheres de idades variadas, não-brancas e/ou com alguma deficiência física.

 

Catherine Opie

Catherine Opie é uma fotógrafa contemporânea norte-americana, bastante reconhecida dentro e fora da cena LGBT. Atualmente é professora de fotografia no departamento de artes da Universidade da Califórnia (UCLA), em Los Angeles, uma das universidades de arte mais renomadas dos Estados Unidos. Ficou inicialmente conhecida pelas séries “Being and Having” (1991) e “Portraits” (1993–1997), nas quais retrata lésbicas, gays e transsexuais nas cidades de  Los Angeles e São Francisco. Na série “Domestic”, apresentada aqui, ela registra casais de mulheres lésbicas em suas casas e no seu cotidiano.

 

Paola Paredes

Paola Paredes é uma fotógrafa contemporânea nascida em Quito, capital do Equador. Recentemente ela concluiu o mestrado em fotojornalismo e fotografia documental na London College of Communication. Em seu projeto “Unveiled” (2014), pelo qual ficou mais conhecida, ela registra o momento em que conta para a família sobre sua homossexualidade.

Na série mais atual, “Until you change”, Paola traz à discussão a brutal realidade das clínicas que prometem a “cura” da homossexualidade. A própria fotógrafa protagoniza as fotos – mas é importante destacar que tudo foi baseado em fatos reais, contados por pessoas que já estiveram internadas em tais locais. No trabalho é apresentada a realidade do país natal de Paola, o Equador, mas ela atenta para o fato de isso acontecer em diversas partes do mundo.

Fotografias da série “Until you change”, 2016.

 

Joan E. Biren

Joan E. Biren (JEB)  é uma fotógrafa documental e ativista norte-americana que, durante toda a produção e percurso de seu trabalho, esteve preocupada com a visibilidade de mulheres lésbicas. “Sem uma identidade visual nós não temos uma comunidade, nem uma rede de suporte, nem um movimento. Nos tornar visíveis é um ato político. Nos tornar visíveis é um processo contínuo”, afirma JEB.

Entre 1979 e 1985, a fotógrafa viajou pelos Estados Unidos e Canadá para apresentar seu slideshow chamado “Lesbian Images in Photography: 1850–the present” – mais conhecido como “Dyke Show”. Essa apresentação foi feita para ir crescendo ao longo dos anos, quando JEB foi incluindo novas fotógrafas contemporâneas e participantes de seus workshops. O slideshow chegou a conter 420 imagens e foi apresentado em mais de 60 lugares diferentes.

Fotografia da capa do livro “Eye to Eye: Portraits of Lesbians” (1979).

Mais fotos de Joan E. Biren:

 

Bônus

Fotografias de Diana Davies:

 

Um pensamento sobre “Dia da Visibilidade Lésbica

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